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A linha de cuidados de PrEP entre HSH e mulheres trans: ImPrEP México,

com Santiago Aguilera-Mijares et al*

De junho a julho de 2020, foram realizadas entrevistas semiestruturadas on-line entre as duas populações-chave do estudo de demonstração ImPrEP no México: gays e outros homens que fazem sexo com homens (HSH) e mulheres trans que fossem usuários, ex-usuários e usuários em potencial (avaliados, mas não inscritos) de PrEP. Por meio de amostragem intencional, esses perfis foram equilibrados por identidade sexual, idade e nível de escolaridade. As entrevistas foram submetidas a uma análise de conteúdo direcionada para identificar os fatores por etapa da linha de cuidados da PrEP.

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Foram entrevistados dez usuários, seis ex-usuários e oito potenciais usuários (14 HSH e 10 mulheres trans). Sobre conscientização acerca da profilaxia, os HSH relataram ter conhecimento sobre a PrEP e o ImPrEP durante o teste de HIV. As mulheres trans apontaram que obtiveram conhecimento principalmente por meio de palestras informativas específicas, mas que eram insuficientes para esclarecer todas as dúvidas.

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Em termos de aceitabilidade, os participantes queriam iniciar a PrEP principalmente por conta da proteção ao HIV durante comportamentos sexuais de risco. No entanto, os usuários em potencial expressaram dúvidas sobre aderir à profilaxia devido a seus possíveis efeitos colaterais, como, por exemplo, interagir com o tratamento hormonal, no caso das mulheres trans. 

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No tocante à inscrição, os usuários em potencial relataram ter perdido a visita inicial por motivos variados (trabalho/escola, distância, esquecimento ou Covid-19) e não sabiam como reagendar. Quanto à adesão, usuários e ex-usuários em geral relataram tomar a PrEP adequadamente, mas algumas barreiras foram citadas, como medo de efeitos colaterais, mudanças de rotina e estigma relacionado à profilaxia.

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Já em relação à retenção, ex-usuários descontinuaram os serviços oferecidos pelo ImPrEP mesmo sem ter reduzido os riscos de infecção pelo HIV, por temerem os efeitos colaterais da medicação e por dificuldades em manter suas consultas trimestrais.

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Entre as conclusões, a constatação de que as barreiras da linha de cuidados da PrEP devem ser abordadas de forma eficaz para a devida expansão do seu uso no México. Atividades de conscientização são cruciais para alcançar pessoas que não frequentam os serviços de saúde e para dissipar os mitos em torno da profilaxia, especialmente junto às mulheres trans, pois equívocos podem diminuir a aceitabilidade, a adesão e a retenção. Os serviços de PrEP também devem oferecer um cronograma mais flexível para facilitar a aceitação e a retenção.

*Autores do trabalho: 

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Santiago Aguilera-Mijares, Araczy Martínez-Dávalos, Sergio Bautista-Arredondo e Heleen Vermandere,  do Instituto Nacional de Saúde Pública, da Cidade do México, México

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